Clichê de Adeus

Eu queria de novo aqui aquele encantamento de quando te conheci e enxerguei na sua íris verde toda a imensidão do mar. Não encontro. Eu não te culpo. Eu não me culpo. Não sei o que há. Sinceramente não sei. Saiba que todo esse imbróglio dói em mim também. Sem essa de querer competir quem está mais fodido no fim das contas, os fins não são doces para ninguém. “Que um dia possamos ser bons amigos!” – o discurso dos canalhas. Eu aprendi a partir e não sei insistir quando não quero mais, dispenso todo “mas” para ser fiel aos meus sentimentos. Desconforto não é coisa com a qual pretendo um dia me habituar. E daqui pra frente eu espero que saibamos abrir a porta para outros amores e que todo peso seja enterrado antes da chegada da próxima estação. Diz o ditado que desamor com amor se cura. Por “amor”, entenda-se: em todas as formas, possibilidades e configurações. Por agora, o que me cura é o meu amor próprio. Eu digo adeus como um sinônimo de liberdade.

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