Marina

_Sea_flavour__by_Nonnetta

Quando veio a Lua mais iluminada do frio outono, sua maré atingia-me com força: verde mar em Lua cheia. E quando já não esperava mais que suas águas me encharcassem, vieste em ondas certeiras arrebatando-me outra vez, me adoçando com seu canto de vento Sul e iluminando os meus olhos cor de infinito: sorri. Suas ondas confundem meu equilíbrio e sinto as suas águas borbulharem em mim, agitadas ainda mais pela ansiedade de querer que dessa vez se demore. As águas parecem querer expandir-se, escorrer por aí seguindo o caminho natural das águas naturais, acompanho estes movimentos vislumbrando rotas futuras de passos em comum. E ainda que eu tente firmar meus pés e parecer sereno, é de areia o assoalho marinho, move-se como o vai-e-vem das suas águas marinhas, torna-me vulnerável e pequeno diante da imensidão do seu verde-mar: entorno-me. E por ser de sal as suas águas, quanto mais de ti eu me sacio, mais de ti eu sinto sede.

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3 comentários sobre “Marina

  1. Li como se estivesse ouvindo e sorrir é inevitável quando um texto te envolve e te cativa.
    E, sem medo de ser repetitiva, volto a afirmar: que quando encantado você fica mais bonito.
    Esse texto é de uma beleza que transborda, Darlan!

    Beijo!

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