De Oyá

Samba_by_sedats

Acho bonito tudo que é vermelho em você. Sua cor me dá sede, você de vermelho me dá fome, dá vontade de ser brega, de fazer declaração, de ligar pra rádio e pedir uma da Alcione em seu nome. Dá vontade de fazer poesia chula só para te levar para cama.

Gosto de você e do jeito autóctone autêntico que se verte em sensualidade sambando com as duas mãos na cintura e sorrindo aberto como quem sabe de si, como quem bem se esclareceu e não mais se perde.  E eu me perco. Quero me perder.

Gosto da liberdade em você e dos olhos destemidos que enfeitiçam. Arrisquei te ler na primeira vez que te vi: é mais de mudanças que de permanências. E ainda assim não me arredo, te gosto sem medo, não cabe insegurança. Me estranhei.

E quero mais que só matar a sede, bote fé. Quero estudar seu mapa astral como se entendesse alguma coisa de astrologia, quero abrir teu jogo para chegar mais perto, quebrar tuas quizilas, te revirar do jeito que eu gosto e cativar meus espaços dentro de você.

Olha, o sol em você até que tem um quê a mais de divino, até me esqueço que meus olhos são noturnos e te encaro cheia de luz. Quase devoção. Minha preta de Iansã, quando os meus olhos se demoraram em cima de você eu sabia que era feitiço a sua sedução, que era inesquecível o seu cantar.

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3 comentários sobre “De Oyá

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