Paladar

Te vejo aí do outro lado do mundo tão viva, grande, bonita e alegre. Por essas fotos que me chegam pelos correios quase ouço o barulho da sua risada sem pudor contagiando ambiente. Lembrei sim do seu aniversário, estranhamente lembrei-me de data, eu que sou tão relapso com memórias que envolvem números. Foi uma semana antes, contei regressivamente os sete dias que antecipavam seu ano novo, mas sei lá, fiquei sem graça de telefonar ou te mandar carta, mensagem, telegrama e flores, qualquer coisa assim. Penso demais, você sabe, peso demais, tive receio que o outro atendesse, recebesse, não entendesse e te chateasse. Fiquei na minha. Meu jeito, você sabe. Contudo, te reservei dois minutos, te rezei coisas boas, abracei em pensamento e desejei claridade nos seus caminhos. Vê se pára de se preocupar com a dieta, espero que o esforço para perder esses quilos não seja pura birra ou vaidade, porque você nunca foi dessas coisas. Fui à praia e me lembrei de ti e dos nossos nomes desenhados na areia, da sua pele queimada de sol me ardendo até o amanhecer. Desculpa, já parei, lembranças são involuntárias. Um beijo e um abraço quente.

PS: Eu aprendi a gostar de tomates secos.

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5 comentários sobre “Paladar

  1. Marcelo Rezende disse:

    Que liiiindo. Concordo com Ana, esse carinho todo faz bem de ler. A conversa, os detalhes, vê-se que, mesmo com a distância e a falta de contato, o afeto e a presença dão o seu jeito e se achegam do interlocutor.

    Parabéns, Darlan, belo texto.

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