Tom e Meio

ImagemEu não queria, mas me parece que aquela minha desprezada e indiferente disposição para tudo me indispôs para com tudo e com todos. Não quero o esforço, a insistência, a segunda chance, segunda tentativa de segundas intenções. Deixo fluir por falta de coordenação, não por tentar provar nada para mim e nem para os outros. Se interfiro, tropeço, meto as mãos pelas pernas, te machuco, mal me agüento de agonia até ver seu sorriso aí de novo como quem me ama e aponta claridades em mim que eu não consigo enxergar. Penso que é floreio e só, cartada tua, puro adorno, não levo a sério, tô errado — sei lá —, não perdido, caminhante em circular. Não é medo, deixa de prognósticos, acerta teu caminho que é para tomar prumo, não faz assim, por favor, vem meio tom. Te prendo brusco para não sair sem norte — não assim, alta madrugada. […] Te zelo tanto e essas tuas hipérboles ofuscam meus carinhos tímidos. Recuo e te encolerizas, avanço e me acusas! Poxa… Dissonância.

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3 comentários sobre “Tom e Meio

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