Lady

Dizia que me amava, mas rendia sua carne a tantos outros homens que nunca consegui memorizar a diversidade de nomes. Anacleto, Joaquim, João, Francisco e Buiú da Academia, sexo para todos, comigo, só fazer amor. Trepava gostoso, dava de quatro e gemia feito louca, mas dedicação, jurava com olhos marejados, só ao meu amor. Como primeira impressão não fica pra sempre e só fama de piranha que se perpetua, a candura do semblante logo se cedia lugar ao olhar desafiador da menina miúda dos lábios ligeiros. Atiçava com candura. Servia pacientemente aos homens que lhe cortejavam, se achava bonita, mas renegava a vaidade, sempre forjou modéstia muito bem. Dizem que certa vez a princesa se equivocou e perdeu a virgindade com o mesmo mais de uma vez, até quase mudou de nome, mas acabou trocando a cor do cabelo. Gostava de imaginar-se artista ou musa de artista, tinha um ar intelectual e peculiar, só oferecia a tapioca ao som de Folhetim.

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