Lodo

Minhas mágoas carregam o peso do tempo, contém o código genético dos meus rancores, dos tantos naufrágios, tempestades e toda variedade de coisas desandadas que são possíveis. E num torpe estopim libertam-se da clausura as minhas estranhezas, que então voltam a percorrer meus nervos e amaldiçoar meu sangue. Em mente nascem tantas vinganças, doces desejos tentadores, planos mesquinhos involutivos em conflito com a vontade de desgraçar tudo que revive em mim o peso do qual me despi.

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5 comentários sobre “Lodo

  1. Seu texto me lembrou Isabella Taviani, uma das minhas preferidas.

    “Mas o tempo sabe bem o que fazer. Deixar a chuva lavar pra escorrer daquela pele todo o lodo e febre. Mas o tempo sabe bem como curar, a ferida que insiste em sangrar, mas vai fechar.”

    Beijos!

  2. Amanda disse:

    As mágoas tão demoradas e sentidas findam, o aprendizado permanece, evoluímos e nos deparamos com outros caminhos sedutores. Basta um pouco mais de querer, uma boa vontade com a(s) novidade(s), um deixar pra lá, um ser e sentir!

    ;***

  3. Marcelo Rezende disse:

    A gente vai se agarrando à parede do passado e esquece que se tá lá longe, é por algum motivo. Mas a gente esquece e tenta tanto, de tantas formas, que fode tudo. E a gente se fode. E deixa de viver; morre em lodo.

    LINDO, Darlan.

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