Guarda

E aos poucos eu fui tomando gosto pela pequeneza das coisas e a grandiosidade das pessoas. Mesmo com um tanto de dificuldade para acreditar na minha sorte, te desvendava aos poucos, vagarosamente, um pé atrás com uma vontade enorme de ter cem deles para recuar com noventa e nove e manter só um assim, nesse futuro próximo que poderia ser lodo ou paraíso. Que diabos a vida faz com a gente? Eu não tenho medo de parecer covarde, meu coração tem memória e tem fadiga. As pequenezas me invadiam e me recheavam de saudade enquanto eu percebia que a grandiosidade era maior que a estimativa. Paulatinamente a gente desaprende do cansaço-passado, novamente passa a acreditar mais na vida que em Deus e então num detalhe qualquer eu percebo que tua boca fica mais bonita quando fala o meu nome.

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9 comentários sobre “Guarda

  1. É tanta dificuldade que eu tenho que já nem sei se é grandeza realmente que há. Ou se eu invento isso só pra gostar da pessoa pelo menos um pouquinho.

    “Que diabos a vida faz com a gente?”

    Meu caro, sempre que venho aqui imagino essas prosas numa mesa de bar haha
    Um dia a gente realiza isso.

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