Atado

Até que ponto esse nosso apego às nossas liberdades individuais vai limitar a plenitude da nossa relação? E não é por saber lidar com os seus vislumbres que posso ser subjugado pela inconstância do teu querer. Porque há ciúme e há a saudade, arranhando por dentro, afligindo meu cotidiano e desmoralizando toda essa minha postura de despretensão. Pretendo-te tão mais… Quero você numa outra intensidade para conseguir entender aquilo que te rebuli por dentro, no inalcançável do âmago, até cravar na tua saudade o meu gosto e cheiro. Não quero e nem posso mais sustentar essa reciprocidade muito bem regulada, que só existe pela contenção dos meus impulsos mais tenros e lascivos. Renuncio à minha liberdade para ser livre pra te sentir, arriscando o recíproco entre nós. Quero-te na desmedida!

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4 comentários sobre “Atado

  1. Ana Carolina disse:

    Estava passeando na internet, de blog em blog. E achei esse seu texto otimo, encantador. De uma narrativa tão condizente com o que se passa em mim. Gosto desse poder das palavras, de me ver por outras pessoas. Parabéns pelo texto.

    Ana.

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