O arrebatamento

A saudade dolorida me lembrando teu cheiro e sorriso veio me anunciar que eu não mais podia ignorar os teus encantos. E foi então que percebi o quanto te gostava e o quanto queria um tanto mais de você e de nós. E o que dizer da tal saudade, sendo que nem estar nessa de sentir falta eu deveria? Há uma angústia crescente que se acumula aos dias em que não te vejo e um ciúme incômodo nos teus passos que não presencio. Tanto quis controlar todos os meus quereres que não domino nenhum, se eu os calo é por não lidar bem com nãos. Mas quem tem o privilégio de escolher seus medos? Há uma voracidade irracional em mim, me odeio passional, mas é selvagem e indomável. Se não posso controlar em mim, me resta domar-te. Agora minha racionalidade tão bem treinada e lúcida se restringe a reconhecer minha pequeneza diante do meu desejo de te alcançar intensa e profundamente: hei de te viver.

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5 comentários sobre “O arrebatamento

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