O peso do tempo

O tempo é muito grande, muito maior que compreensões e hipóteses humanas. Nesse tempo que contamos os anos da nossa carne, tenho encontrado alguns medos. Esses anos passam para todos nós, vão se acumulando e pesando nas costas, riscando o rosto e rabiscando o coração. Vezenquando me vem um medo de talvez estar velho demais para viver alguma ternura bem bonita, com gosto de infância e algodão-doce,  porque pelas ruas já não vejo riso solto, inocência e cumplicidade. Será que há espaço para o sutil e singelo no meio da aspereza e malícia? Eu tento manter a fé num sim, ainda que a vida ou os anos ou tempo me ofereçam  o avesso que me atinge impiedosamente. Eu tento manter essa fé que me sustenta pueril, ainda que, no agora, minha vida suplique por um acalanto com o frescor das descobertas infantis.

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6 comentários sobre “O peso do tempo

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