Presença

Não, eu não sumi. Apareci tantas vezes sem te encontrar por perto que apenas resolvi dar maior prioridade a mim. E mesmo que me doesse esse seu jeito mal disfarçado de ir embora, eu tentei sorrir e te esquecer. Essa minha mania de racionalizar nem considero defeito nenhum, converto em amor próprio, hedonismo para trazer felicidades só minhas. Tentei todas as noites e todas as manhãs de vários dias e mais dias até ir me esquecendo que não era saudável te lembrar. Por um tempo até consegui esvaziar de ti o meu pensamento. Não que tivesse morrido o desejo, era latente. Isso é, sempre que eu conseguia que fosse. Porque no fim das noites de domingo, sozinho no meu quarto escuro e livre de qualquer ruído, minha vontade te gritava enquanto teu sorriso latejava na minha mente.

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4 comentários sobre “Presença

  1. Antes de mais nada, obrigado pelo comentário, eu ri. Não só ri. Eu pensei também que esse outro texto seria realmente mais atrativo. Pensando no asunto…

    É incrível como ao ler seus textos se faz tão presente a sensação de que o texto não é seu, mas de de quem o lê. Isso porque ao escrever tão bem, você convence que sua verdade é também a verdade do leitor. Parabéns!

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