Dharma

Não sei quantas já foram as vezes que declarei morte da esperança, calos nos dedos, corpo esquivo e mais outro tanto de coisas ariscas que de mim fazem ou deveriam fazer parte. A verdade é que, feliz ou infelizmente, estou sempre apto e livre para tentar mover mundos, comover moinhos, encantar-me por olhares e sorrisos. Contudo, nem sempre as coisas dependem apenas de esforço ou vontade própria. Na verdade, quase nunca. Somos seres sociais. Há coisas que sem explicação aparente desandam antes mesmo de realmente nascerem. São amores abortados espontaneamente. A gente chama assim de amor, mas sem saber o que realmente são ou eram. Encantamento, ilusão, fascínio, expectativa, desejo… seja lá o que for, quando desabam, deixam um amargo que tenho tentado driblar. Considero então as probabilidades: a cada dissabor de hoje, maior possibilidade de amor lá na frente. Meu tropeço é também o meu impulso.

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4 comentários sobre “Dharma

  1. Não sei até aonde queria ir com o seu texto, mas acredito que tenha ido mais do que pensa. Estava fazendo um trabalho outro dia sobre como a angústia deveria ser inserida no estudo da relação saúde-trabalho. A angústia aqui pode provocar a frustração como pode provocar também as novas metas e a inovação.

    Nada na vida é constante, é tudo variável. Nosso organismo é assim. E para isso muitos dizem amém. Você é um deles. E isso tem feito de você um grande escritor também.

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