Temporada

Vem voraz, na intensidade de criança hiperativa, faz aqui tua morada, deixa marca, cria a felicidade em mim, me provoca tanto, vira o meu mundo. Depois se distancia fria e calculista, esconde-se em teus muros, diz que te doeram tuas mágoas, mas que não há nada de errado, que nada mudou. Engulo a seco a indiferença, me esquivo da pontada de dor e de raiva, aceito o argumento, mas nunca me acostumo com a tua inconstância. Teus amores são assim, amor de temporada, para que não dê tempo de impregnar teu cheiro na lembrança da minha pele.

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3 comentários sobre “Temporada

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