Vingança Vulgar

— Se cuida, boa sorte em tudo.
— Eu vou ficar bem.
— Se precisar de alguma coisa, conte comigo… (e nesse momento desejei tanto, ainda que inconscientemente, que precisasse, que se arrependesse, que ficasse, que se encantasse, que tivesse um lapso e concluísse que sou eu a pessoa certa para colocar fim nessas suas buscas, na sua ânsia, na sua descrença, também na minha descrença, nas nossas esperas. Desejei mais e mais a cada segundo que permanecesse, agora não mais para te ter, mas para te perder, para dizer que me deixei levar somente por despretensão, que nem queria tanto assim, e não mesmo, que agi por impulso, que foi um equívoco nosso, um encontro em vão. Queria rir por último, partir pra outra, desmoronar seu mundo, perturbar sua memória. Queria te atingir, bem ou mal, o meu corpo inteiro, mente, músculos e nervos desejavam te incomodar. Todavia, admito relutante que desistiria de qualquer vingança desesperada e infantil se nossas estradas se encontrassem.)

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5 comentários sobre “Vingança Vulgar

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