Antiaritmética

… foi quando percebeu que para viver, era preciso se permitir. Permitiu-se. E foi ver a vida, foi fazê-la, se encantar, se descobrir em tantos corpos, buscar distantes abraços, apalpar o ego, buscar diversão e amor, diversão ou amor. Poucas as vezes em que encontrou os dois, mas enfim, viveu. E foi aí que descobriu que viver assim despretensiosamente em encantamentos e disposto às felicidades pequenas exigia uma boa dose de desprendimento. Pois sim. Moldou-se, remoeu, cortou, doeu, passou e estava pronto para se desprender quando preciso fosse. Viveu, se encantou mais e mais vezes, desencantou-se  com naturalidade, os dias corriam na vida leve, tramando em bons ventos um “futuro blue”. Foi quando percebeu que algumas coisas não ficam para trás, que nem toda vontade passa, que nem sempre o desapego é viável, que…

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6 comentários sobre “Antiaritmética

  1. … que ele exagerou, exagerou no se reservar, exagerou no se desprender. E exagero era o que não combinava com o que sempre foi nos seus melhores dias, nos dias em que ele era o conquistador, nos dias em que ele era o líder: equilibrado.
    Poxa, parece que tem muita gente que vai se identificar com esse texto!
    Abraços

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