O último gesto

Queria tanto ter te desejado alguma coisa bonita. Falar algo meio assim, sei lá. Talvez eu dissesse que. Fica bem, faça boas escolhas, que seus caminhos sejam bem aventurados, seja feliz, encontre um grande amor. Mas não. As palavras se embolaram todas antes que ganhassem vida no ar e chegassem aos teus ouvidos, ficaram presas num nó na garganta e não conseguiram sair de mim. Eram tantas as palavras para serem faladas e tantas as arestas a serem aparadas que uma hora o silêncio foi inevitável: minha mão encontrou timidamente com a sua num último toque. O último calor.

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6 comentários sobre “O último gesto

  1. é preciso saber respeitar nosso silêncio mesmo diante de tantos desejos por falas
    algumas palavras só saem de nós depois de prontas… isso me faz pensar que as suas tavam se formando em enxurradas e nenhuma consiguiu sair… talvez o gesto tenha sido o resumo e suplício de tudo.
    de alguma forma isso me fez lembrar e esclarecer momentos meus

    as despedidas doem tanto

  2. O último é díficil, quando tem-se a sensação que o último … é de algo bom. Compreende?! Há aquele clichê, Darlan, um dos bons: existem coisas que devem ser apenas sentidas, não ditas.

    Gosto muito de ler, aqui.
    Também gosto das suas visitas!

    Nos falamos! 🙂

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