As Renúncias

Declaro para os devidos fins renunciar aos meus amores mal resolvidos. Renuncio ainda às mágoas que me incomodaram até hoje e tornavam-se pesadas nas tardes cinzas. Deixo para trás as promessas de um futuro afeto íntimo e as juras de alucinações que quebrariam o tédio dominical. A diversão do flerte que através de palavras que subentendem intenções pervertidas não será mais meu passatempo. Vou partir sem olhar para trás, que é para não encarar as incertezas de amor que um dia me abateram. Renuncio com o discernimento que um tchau não é um adeus, embora creia na durabilidade da necessidade das minhas renúncias. Renuncio. Agora há um cais. As âncoras foram lançadas ao mar. E hoje o sol saiu!

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Leiam também o Varal Fult, onde posto com frequência.

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5 comentários sobre “As Renúncias

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