“O caminho é in, não off”

barco

Acovardei-me por um tempo. Fui covarde por não mais escrever, encarar o papel em branco que espera por minhas verdades, por minha exposição mesmo que enviesada. Eu quis a superficialidade, tirar férias de pensar demais, de sensibilizar-me com o que me cerca. E aprendi que aquele mundo da superfície não é mesmo o meu, eu preciso mergulhar profundamente nas coisas, expor as vísceras, colocar do avesso e sentir intensa e verdadeiramente o que chega até mim. Voltei à minha essência: colocando algumas coisas no lugar, voltando-me para dentro de mim, tentando ficar em paz. Respiro fundo, conto até dez, tudo fica bem…

P.S.: o título é uma frase de Caio Fernando Abreu.

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6 comentários sobre ““O caminho é in, não off”

  1. Às vezes, um encontro consigo mesmo, nas águas mais fundas, pode ser um desprazer; a descoberta da nossa mediocridade e pequenez. Por outro lado, pode ser uma forma de auto-controle, isso de “Respiro fundo, conto até dez, tudo fica bem…”. Nesse último caso, prefiro as águas profundas.

    Belo texto!

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