Tardio

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Para ler ao som de Sangue Latino, Ney Matogrosso
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E foi bem de repente: eu te amo. E sempre esteve tão óbvio isso. Foi em vão minha busca por outra palavra qualquer que traduzisse esse sentimento tão reconfortante e ao mesmo tempo angustiante.

De nada adiantou eu me distrair em outros braços, sentir outros gostos e experimentar outros perfumes enquanto eu sabia que o aquilo que me satisfaria viria de você. E num ato de extrema ignorância eu deixei que se afastasse, deixei que te suprissem as carências.

Vejo-te agora de longe. Mero espectador de sua vida. Ás vezes até me repreendo por flagrar-me em horas que se passam enquanto penso em você, quando penso em nós, em como seria, em tudo que poderia ter sido. São horas que passam mansas, passam como sonhos que temos enquanto dormimos, mas o acordar sempre interrompe a utopia construída pelos desejos.

Retorno pra realidade e vejo-te rindo com outras pessoas, bebendo em diferentes copos e comentando aqueles mesmos filmes, nossos filmes, nossos assuntos, nossas similaridades. Sinto ciúmes por isso, mas ciúme algum é maior ao aperto que sinto no peito ao saber que agora você se acalanta em outro colo. É outro homem, outro timbre, outro quarto… E o que ficou pra nós dois? Recordações e nada mais…

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9 comentários sobre “Tardio

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