
Tenho me apegado muito a minha fé. É uma fé bem simples e sem religião, é matemática essa minha fé nas probabilidades. Tenho gastado as frustrações, pois então, o que me restará? Se Deus quiser há de vir um verão em temperatura amena, flores simples nascendo nas rachaduras do cimento das calçadas, amores simples revelando bonitezas em tardes de domingo, vidas simples enchendo as praças onde se abrem sorrisos também simples. E então eu vou me desaprender inteiro, se Deus quiser! Não há mais de me servir tudo que sei sobre desapego, indiferença, despretensão, malícia e compreensão demasiada. Então serei eu: leve e fluido, anacrônico em meus lirismos, imerso nas minhas simplicidades. Plural no meu ser.
Falou por mim, pela gente, pelos nossos desejos.
Falou por mim, pela gente, pelos nossos desejos. (2)
“Plural do meu”
é como ser assim feliz em demasia, mas em silêncio com sorriso no canto da boca, em par.
tenho fé na simplicidade (ou um jeito diferente de dizer: “falou por mim, pela gente, pelos nossos desejos”)
Li teu texto ouvindo Por Que Nós?, do Jeneci, e me acabei de chorar.
Obrigado.
Você escreve cada dia melhor…*-* Parabéns!
Texto lindinho!
“eu vou me desaprender inteiro”…super Darlan essa! =)